Joelhos

Linfedema

Define-se como "...uma acumulação de líquido intersticial, rico em proteínas, devido a um inadequado trabalho do sistema linfático e venoso.

 

Afeta sobretudo os membros superiores e inferiores, mas  pode afetar qualquer parte do corpo, como a mama, a cabeça ou tronco. 

 

É uma doença crónica e incapacitante, que tem impacto psicológico, social e económico, que pode limitar o retomar da sua atividade laboral e diária.

Linfedema primário - linfedema congénito

As causas são, na maioria das vezes, uma ausência ou malformação das vias linfáticas ou dos gânglios linfáticos. Um linfedema primário surge, na maioria dos casos, antes dos 35 anos. 

Linfedema secundário

O linfedema secundário é mais frequente que o linfedema primário. Tem por norma uma causa prévia em que o sistema linfático foi danificado ou lesionado, podendo surgir em todas as regiões do corpo.

 

As principais  causas são:

- Lesões nas vias linfáticas e nos sistemas gaanglionares, causadas frequentemente por cirurgias;

- Tumores malignos com acumulação de células cancerígenas nos gânglios linfáticos; 

- Alterações dos tecidos como consequência da radioterapia;

- Infeções que danificam o tecido circundante ou provocam cicatrizes.

O linfedema secundário pode ocorrer após a intervenção cirúrgica, durante a radioterapia ou vários meses/anos, após a conclusão dos tratamentos. 

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas visíveis e sentidos podem surgir de diferentes formas e extensão:

- Aumento de volume de uma parte do corpo de forma assimétrica;

- Descoloração da pele e outras alterações cutâneas;

- Dobras na pele e sulcos claramente perceptíveis;

- Eventuais limitações de movimento;

- Extremidade cansada, pesada e dorida;

- Sensação de pressão e tensão;

- Formigueiro ou ardor/calor.

Intervenção

A terapia linfática descongestiva é o método eleito para intervir na situação clínica de o linfedema, seja primário ou secundário.

 

Este método contempla quatro áreas distintas importantes:

- Drenagem linfática manual, segundo o métodos de Leduc;

- Meios de compressão/contenção - bandas multicamadas, meias/mangas ou outros sistemas de contenção;

- Exercício físico adaptado;

- Ensino de cuidados de higiene da pele e de prevenção de infeções subcutâneas.

A intervenção contempla duas fases, sendo a primeira de redução do volume do linfedema e a segunda de manutenção - preservar os resultados obtidos na primeira fase. 

Drenagem Linfática Manual -DLM 

A Drenagem Linfática Manual (DLM), segundo o método de Leduc, é uma técnica manual especializada, caraterizada por pressões suaves, lentas e intermitentes, que seguem o trajeto do sistema linfático.

A DLM drena os líquidos excedentes que envolvem as células, bem como os detritos do metabolismo celular, permitindo assim um equilíbrio hibrido do espaço intersticial. 

É uma técnica complexa, representada por um conjunto de manobras muito especificas de reabsorção e chamada do sistema linfático.

Na aplicação desta técnica deve-se ter em conta:

- A intervenção deve ser no sentido proximal para distral;

- As manobras devem ser realizadas em ritmo lento, pausado e repetitivo, respeitando o transporte da linfa;

- Não deve ser desagradável e jamais provocar dor. 

Meios de Compressão/ Contensão

Como método de compressão/contensão na primeira fase da terapia linfática descongestiva, utiliza-se as bancas multicamadas.

 

As bandas multicamadas consistem na aplicação de ligaduras com baixa elasticidade, em camadas sobrepostas sobre um elemento de proteção da pele. Atua em conjunto com o aparelho muscular através do aumento da pressão intersticial durante a contração e menor pressão durante o repouso.

Os dispositivos de compressão não elástica e de contenção elástica exercem uma pressão constante, mesmo em repouso. A sua aplicação está indicada na fase de manutenção pelo seu efeito preventivo de manutenção do linfedema. 

Plano de Exercícios

Apesar de muitas vezes ser desvalorizado, o plano de exercícios é um componente importante do tratamento do linfedema, promovendo a contração muscular e o fluxo linfático. Recomenda-se um plano de exercícios aeróbicos, adequados à tolerância da mulher. 

Complicações

Um linfedema que não seja tratado ou indevidamente intervencionado poderá sofrer alterações cutâneas graves como endurecimento dos tecidos ou outras complicações,  que ao longo dos anos poderá trazer problemas adicionais. 

Com estas alterações cutâneas, o sistema imunitário da região do linfedema fica alterado, ficando mais propenso a infeções graves como erisipela. Neste casos, deverão realizar uma avaliação médica o quanto antes. 

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